24.4.08

KLEE



Apenas um frame do filme "Wanted", do diretor russo Timur Bekmambetov, adaptação da HQ de Mark Millar e J. G. Jones, com os ótimos James McAvoy e Angelina Jolie no elenco.
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Achei foda, me lembrou Paul Klee.

2.4.08

NEGUINHA TE AMO


coisa sofisticada
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"Brazil will always be associated with bossa nova and samba music, but the country's musical landscape also includes rock, pop, hip-hop, funk, and other modern forms. On Neguinha Te Amo, Daude (pronounced Dah-oo-jee) offers her own unique perspective on the modern Brazilian pop music genre (known as musica popular Brasileira or simply MPB) by drawing on her experiences as a black female and celebrating both Brazil's culture of tolerance and her own very positive sense of sisterhood. Her soothing voice sounds almost effortless, making the message resonate all the more righteously. Urban pop arrangements and excellent production values from producer and collaborator Will Mowat leave no doubt that Daude is living in the here and now even when she draws upon her African roots to bring in traditional African drumming. She also touches on a few shimmying sambas, such as Baden Powell and Vinicius De Moraes’s classic "Canto de Ossanha." This is an excellent outing from an artist who deserves more attention."
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Tad Hendrickson
(Amazon.com review)

6.3.08

TE AMO NEGUINHA



Foi tudo por dinheiro. Meu Deus, o que a gente não faz por dinheiro?!
Já fiz de tudo na vida e nunca fui mulher de negar serviço! Nunca! Já fui faxineira, secretária, manicura e nunca me envergonhei de nada, não. Mas dessa vez foi demais.
O moço chegou e disse que eu tinha o perfil que ele procurava: tinha rosto marcado, de mulher sofrida e guerreira. E eu ia ter cara de quê, com essa desgraça de vida? Ficou me olhando mais de meia hora, de cima abaixo, analisando e pensando no que faria comigo. E eu nem sabia do que se tratava. Mas ele foi esperto, falou logo de valores antes de tarefas.
Agora, vem cá… eu aqui, nessa miséria, matando um leão por dia para fazer esses meninos crescerem, vou lá negar algum dinheiro? E era mais do que eu ganhava em quase um ano! Enquanto ele falava, eu até já pensava na reforma aqui na casa. Um puxadinho no fundo, uma área de serviço… Eu viajava tão longe, que nem prestava devida atenção às explicações do moço. Concordei, fosse lá o que fosse.
Era coisa de artista, peça de teatro, sei lá o quê. Quando fui ao primeiro ensaio, tinha até a tal da Maria Bethânia. O lugar era tão grande, que me deu medo de assombração. Ela cantava: “quem me pariu foi o ventre de um navio, quem me ouviu foi o vento vazio…”.
Lembrei de tanta coisa enquanto aquela voz fazia eco, que sentia calafrios de tristeza e melancolia. O moço me explicou que eu seria uma negra trazida em um navio negreiro. Mas gente, eu nunca tinha andado de navio! Fingi que entendia, enquanto ele falava de cenas, de atos e de milhões de coisas que eu nunca tinha ouvido. Minha vontade era de sair correndo de lá.
O negócio era o seguinte: eu seria uma negra transportada nos tais navios, que optaria pela alegria do samba e da alfabetização. Tinha uma parte em que eu tinha que cantar: “Vou aprender a ler, pra ensinar meus camaradas…”.
Ah, quer saber, larguei tudo e fui embora.
Como é que é? Ia ter que fingir a alegria de uma negra dentro de um navio negreiro? Isso já era demais. Sei bem tudo o que minha raça sofreu. Agüentar fingimento enquanto um mundarel de gente me assistia, com cara de encanto pela desgraça dos outros? Era isso que ele queria que fizesse: mostrasse a alegria de ser uma desgraçada na vida.
Já representei quase tudo, mas com hipocrisia não! Pelo amor de Deus!
E ainda por cima, eu ia ter que tirar a roupa.
Ah moço, a única roupa que tiro é a do varal!
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Samantha Abreu, setembro de 2007

10.1.08

DRAGÃO DA SORTE


Mais que nunca, fazendo jus ao nome desse blog
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"Sen to Chihiro", "Spirited Away", "A Viagem de Chihiro"
Um clássico de Hayao Miyazaki
Com a música encantadora de Jo Hisaishi
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Sabe aqueles sentimentos abstratos que não conseguimos transmitir em palavras?
Tão ali. De alguma maneira, tão ali.

8.1.08

PETER PAN


O nome do rapaz aí em cima é Darren Criss. Ele faz um tipo John Mayer, quer tocar que nem Jack Johnson e, o detalhe, adora fazer releituras pop-rock-folk de canções dos animados da Disney. Como se não bastasse, o cara ainda por cima tem preferência pelos números cantados pelas clássicas heroínas.
Achei fantástica a versão dele pra "Belle", de A Bela e a Fera. Ressalta brilhantemente a melodia, que no filme não tem tanto brilho (pelo menos pra mim) pelo excesso de diálogos.
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"Part of your World", de A Pequena Sereia
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"Reflection", de Mulan
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"Belle", de A Bela e a Fera

13.12.07

HYMNE A L`AMOUR


Três momentos de Marion Cotillard como Edith Piaf em "Piaf - Um hino ao amor" (La Môme, La Vie en Rose).
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Indescritível.

27.10.07

MINI BJÖRK


Aproveitando a passagem da Björk pelo Brasil
Uma foto inusitada inspirada na capa do primeiro álbum solo dela, "Debut"
Um de seus melhores discos
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Deixo essa homenagem a uma época mais ingênua e bonita da Björk.